Diretriz garante segurança e qualidade no procedimento da doação no país
A Política Nacional do Sangue, Componentes e Hemoderivados comemora 25 anos, um marco importante na organização e no fortalecimento da hemoterapia no país.
Instituída pelo Ministério da Saúde com o objetivo de garantir qualidade, segurança e acesso ao sangue e seus componentes, consolidou diretrizes fundamentais para o funcionamento da rede pública, impactando diretamente o cuidado com milhões de brasileiros.
Ao longo dessas décadas, a Política Nacional de Sangue contribuiu para avanços significativos, como a ampliação da rede de hemocentros, o fortalecimento dos critérios de segurança transfusional, o incentivo à doação voluntária e a padronização de processos em todo o território nacional. Essas conquistas foram essenciais para assegurar que o sangue coletado e distribuído atenda a rigorosos padrões de qualidade, protegendo tanto doadores quanto pacientes.
No contexto das doenças hematológicas, o acesso regular e seguro ao sangue é parte fundamental do tratamento. Pessoas com condições como talassemia dependem de transfusões frequentes para manter sua qualidade de vida, o que reforça a importância de uma política estruturada e eficiente.
“Saímos do sangue ofertado em potes de vidro, onde as hemácias ficavam embaixo e os globos brancos em cima, para as bolsas de sangue modernas e ideais. Me lembro de uma vez, quando mais novo, que fui fazer a transfusão e um destes potes despencou e quebrou. Imagina a bagunça que não ficou o local?”, diz Eduardo Froes, presidente da Abrasta e pessoa com talassemia maior.
Além disso, também não existiam testes seguros e avançados. Com a nova política, os componentes do sangue passaram a ser coletados e distribuídos de forma adequada – bolsas somente com hemácias, bolsas somente com plaquetas, nada misturado.
“Lutamos para que o teste NAT (Teste de Ácido Nucléico) fosse ofertado no sistema de saúde pública. Isso porque, com sua utilização, é possível identificar a presença de vírus como HIV e Hepatite C no sangue doado. Outra vitória foi a provação dos filtros de delecotização, que reduzem os leucócitos e impedem reações transfusionais em pessoas politransfundidas”, frisa Eduardo.
Celebrar os 25 anos da Política Nacional de Sangue é também reconhecer o papel de profissionais de saúde, gestores, doadores e organizações da sociedade civil que, ao longo desse período, contribuíram para salvar vidas e fortalecer o sistema de saúde. A data reforça a importância de seguir avançando, com foco na equidade, na qualidade e no acesso, garantindo que o sangue continue sendo um recurso seguro e disponível para todos que precisam.
Fonte: Comunicação Abrasta


