Talassemia no ASH 2025: 9 de 13 pacientes não precisam mais de transfusões pós-terapia genética

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Durante o evento, foi divulgado o resultado inicial da terapia genética para pessoas com talassemia

Entre 6 e 9 de dezembro, foi realizado o American Society of Hematology (ASH) 2025, em Orlando, nos Estados Unidos, evento onde pesquisadores e hematologistas compartilham as mais recentes tecnologias em diagnóstico e tratamento de doenças do sangue. A Abrasta marcou presença e agora compartilha os momentos mais marcantes.

Para a talassemia, o destaque foi o resultado inicial de estudos sobre a terapia genética EXA-CEL, segundo Kevin Kuo, médico hematologista. 9 de 13 pessoas com talassemia não precisaram mais de transfusões de sangue após a terapia.

Em relação às complicações que a talassemia pode causar, Nica Cappellini, professora de Medicina Interna na Universidade de Milão, apresentou uma pesquisa que mostrou que o risco de trombose em pessoas que retiraram o baço é maior.

A sugestão é que esses pacientes sejam “mais cuidadosos e monitorem os padrões de coagulação. E sempre que sentir dor na perna, possivelmente por trombose venosa superficial, fazer um doppler para verificar e iniciar logo o tratamento adequado”, comenta Cappellini.

Para além do tratamento da talassemia e de suas complicações, Aderson Araujo, médico hematologista da Fundação Hemope, destacou a necessidade da formação de hematologistas cuidadores para o acompanhamento de pacientes crônicos.

“Existe uma grande parcela de pacientes que precisam de um médico cuidador, uma pessoa que cuida da vida do paciente a vida inteira. E esse tipo de médico é que a gente precisa cada vez mais conquistar no grupo de residentes. Porque na verdade existe aquele médico que trata a doença e aquele médico que cuida do doente”, frisa.

 

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