Estes medicamentos têm substâncias ativas capazes de se ligar ao ferro, produzindo assim um composto que pode ser excretado do organismo por meio da urina e/ou das fezes, dependendo da medicação utilizada. Sem a ajuda desses medicamentos, o organismo é incapaz de liberar o excesso de ferro do corpo.

  • Deferoxamine (Desferal®): Primeiro agente quelante de ferro disponível no mercado, surgiu na década de 70 e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Seu uso encontrou muita resistência entre as pessoas com talassemia porque sua administração é por via subcutânea, com ajuda de uma bomba de infusão, durante 12 a 14 horas contínuas (usualmente à noite, durante o sono), de cinco a sete vezes por semana. O ferro é eliminado pela urina, de modo que ela fica vermelha.
  • Deferiprone (Ferriprox®): Segundo agente quelante de ferro a ser liberado, disponível no Brasil a partir de 2004 e no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2006. Ele é administrado via oral, e sua dose total deve ser dividida em três tomadas ao dia (a cada 8 horas). Os estudos mostram que tem capacidade de eliminar o excesso de ferro do organismo, especialmente do coração. Em alguns casos, a associação de deferoxamine e deferiprone é recomendada para intensificação do tratamento. O ferro é eliminado pela urina, de modo que ela fica vermelha.
  • Deferasirox (Exjade®): É a medicação quelante de ferro mais recente, aprovada no Brasil em 2006 e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2009. Sua administração é por via oral, o comprimido deve ser dissolvido em água ou suco de laranja ou maça e a dose total é administrada apenas uma vez ao dia. É eficiente em eliminar a sobrecarga de ferro no fígado e no coração. O ferro é eliminado pelas fezes, de modo que a urina tem coloração normal.