Aqui, você encontrará as principais dúvidas dos portadores de talassemia e seus familiares e os respectivos esclarecimentos.

Não! É uma anemia hereditária, herdada dos pais, e nada tem a ver com doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos, que podem ser contagiosas.

Não! A leucemia é um tipo de câncer do sangue causado pelo defeito na produção de glóbulos brancos (células responsáveis pela defesa do corpo). A anemia pode ser um dos sintomas, já que também pode acontecer baixa na produção de glóbulos vermelhos, mas é importante deixar claro que nem todos os casos de anemia estão relacionados com a leucemia, e a talassemia é um grande exemplo disso.

Nada substitui os medicamentos quelantes na luta por reduzir o ferro que se acumula no organismo. Por isso, não adianta ter apenas cuidado com a alimentação para reduzir os níveis desse mineral no sangue. Mas manter uma dieta saudável, com frutas e vegetais, é sempre importante.

Não. Os sinais de excesso de ferro são usualmente escurecimento da pele, diabetes, distúrbios hormonais e cansaço causado por acometimento cardíaco. Porém, quando estes sinais aparecem, significa que já tem muito ferro acumulado no corpo. Existem exames específicos, como a dosagem de ferritina no sangue e a ressonância com T2*, que são capazes de identificar quando o ferro já começa a se acumular, indicando então o tratamento quelante de ferro e fazendo o monitoramento deste tratamento.

Sim. Caso for realizar uma viagem longa, converse com seu médico e, se possível e necessário, verifique a possibilidade de transferir seu tratamento para um hemocentro da região que irá visitar.

Sim. As pessoas com talassemia podem e devem receber todas as vacinas indicadas para a população em geral, incluindo a H1N1 e contra a hepatite B, que pode ser transmitida pelo sangue. As vacinas protegem o organismo contra exposição futura a doenças.

Não. O DNA está presente em cada uma das 100 trilhões de células do ser humano, sejam células do sangue ou de outros órgãos. Cada célula transporta toda a informação genética que dá origem a uma determinada pessoa – desde sua aparência física, até sua predisposição a doenças. Cada ser humano tem seu DNA próprio e as transfusões de sangue em nada interferem nisso.

A própria talassemia pode fazer com que o portador apresente uma pele amarelada. Mas sim, uma transfusão de sangue incorreta também causa este tipo de efeito colateral.

Esta reação é causada pela destruição das hemácias (hemólise), liberando a bilirrubina que tem em seu interior. A bilirrubina dá a cor amarela à pele e olhos.

As hemácias incompatíveis eventualmente transfundidas são destruídas mais rapidamente que o normal. Assim, quanto mais uma pessoa com talassemia recebe sangue incompatível, maior a chance de hemólise e de produção de bilirrubina, deixando a pele amarelada.